FECHADO PARA BALANÇO....
terça-feira, 15 de setembro de 2009
segunda-feira, 20 de abril de 2009
A TRISTEZA PERMITIDA
Não tem nada haver com meu estado de espirito de hoje, massssss achei interessante o texto!!!!
É um texto da Martha Medeiros e recebi por email. A Luciana Pereira (minha irmã de sangue)!!! Saudades Lu!!!
A TRISTEZA PERMITIDA
SE EU DISSER PRA VOCÊ QUE HOJE acordei triste, que foi difícil sair da cama, mesmo sabendo que o sol estava se exibindo lá fora e o céu convidava para a farra de viver, mesmo sabendo que havia muitas providências a tomar, acordei triste e tive preguiça de cumprir os rituais que normalmente faço sem nem prestar atenção no que estou sentindo, como tomar banho, colocar uma roupa, ir pro computador, sair para compras e reuniões — se eu disser que foi assim, o que você me diz? Se eu lhe disser que hoje não foi um dia como os outros, que não encontrei energia nem para sentir culpa pela minha letargia, que hoje levantei devagar e tarde e que não tive vontade de nada, você vai reagir como?
Você vai dizer “te anima” e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer para eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra.
Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém. Tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor eliminar desde o primeiro sintoma. Não sorriu hoje? Medicamento. Sentiu uma vontade de chorar à toa? Gravíssimo, telefone já para o seu psiquiatra.
A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal. Mas quando fico triste, também está tudo normal. Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro da nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido.
Depressão é coisa muito mais séria, contínua e complexa. Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou com si mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem uma razão aparente — as razões têm essa mania de serem discretas.
“Eu não sei o que meu corpo abriga/ nestas noites quentes de verão/ e não importa que mil raios partam/ qualquer sentido vago de razão/ eu ando tão down...”. Lembra da música? Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. “Não quero te ver triste assim”, sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam de fato. Os esforços não são para compreendê-la, e sim para disfarçá-la, sufocá-la, ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar o seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais. Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinicius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for. Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia.
Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip hop, e nem por isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor — até que venha a próxima, normais que somos.
® Martha Medeiros
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domingo, 15 de março de 2009
Viagem insólita de um caboclo
Direto do Blog Club da Cultura
O cd "Divina Comédia Cabocla" com composições de Nícolas Jr. e Aldísio Filgueiras e ainda Joaquim Marinho narrando alguns "causos" é simplesmente um sarro!
O bom humor nas letras, a participação da platéia e a interpretação de Nícolas são impagáveis.
Esta é uma das faixas mais tocadas no programa Mesa de Bar da Amazonas Fm. Mostra o preconceito e o desconhecimento da região, de uma forma pra lá de irônica...
Viagem insólita de um caboclo
Nícolas Jr. ( do cd Divina Comédia Cabocla - ao vivo)
Um certo dia fui fazer uma viagem
Lá pras bandas do sudeste, conhecer nova paisagem
Pedi dormida na casa dum primo meu
Que eu não via há muito tempo e ele então me acolheu
Já foi dizendo corte logo esse cabelo
Que tu veio lá do mato
Deve ter malária ou dengue escondida aí nesse pelo
Ou então uma sucuri enrolada aí pelo meio
Aqui tem carro e metrô pra todo lado
Por isso não vá pra rua
Pra não ser atropelado
Me apresentou uma mulher meio fechada
Disse que era sua esposa e de família abastada
Já foi falando: a casa tem oito quartos
Duas salas de estar e um tal de home teatro
Essa cozinha é bem maior que o seu barraco
E isso aqui é uma geladeira, um produto muito caro
E pegou a perguntar
Como estavam os canibais
Se ainda tinha muita onça andando pela cidade
Perguntou se eu tinha vindo de canoa ou de cipó
Se eu trazia alguma flecha pra mostrar pra sociedade
Chamou e disse:
Essa aqui é minha piscina
Tem 40 de largura por 70 de lonjura
É a maior da redondeza
Tem mais 8 de fundura
Ela é grande ou não é?
(A resposta do Caboclo)
Olhe meu primo realmente ela é pequena
A piscina lá de casa é que é demais já muito grande
Fica até dificultoso pros menino tuma banho
A bicha mede 3 km de largura
Ela nasce no Peru e vai bater no Oceano
(E o primo besta continuou...)
Mas veja primo o progresso aqui é grande
A ciência é avançada coisa de 1º mundo
Um dia desses comecei a passar mal
Fui bater no hospital com a morte já no prumo
Eles tiraram meu coração cansado
Colocaram um de plástico, fiquei mais fortificado
Depois pegaram o coração defeituoso
Trocaram umas veias velhas, hoje bate noutro moço
(E o nosso caboco)
Olhe meu primo isso num me causa espanto
Eu tava ralando mandioca cê sabe
Um trabalho e tanto e o meu dedo entrou no triturador
O bicho esfarelou e misturou-se com a massa
E o doutor então pegou aquela massa
Moldou o dedo de novo Olhe só como ficou
(Primo do sufeste)
Mas essa terra é o centro do Brasil
Coisas que tu nunca viu e nunca verá por lá
E desafio qualquer um a perguntar
Se não tiver por aqui
Não tem em nenhum lugar
(E o nosso caboco arrematou)
Na sua terra tem pupunha ?
- Não senhor.
Tem umas tapioquinha com uns bejuzinho do lado?
Umas mandioquinha cuzida,com manteiga derretida
Um tambaquizão assado com limão e um pirãozinho tem?
-Não senhor
Umas morena bem corada da cara arredondada
Uns muntueiro de perna E a bundona arrebitada tem?
-Não senhor
Tem Pereira, tem Cileno Torrinho, Chico da Silva
Tem semáforo no shoppinhg
O pedestre anda nas ruas
Os busão bem geladinhos tem?
Tem um certo Amazonino que governa há vinte anos
E vai governar mais trinta se bobearem pro mano,tem?
-Não senhor
Por aqui tem boi bumbá
Umas canoas atravessando
Paga pra estacionar
Ultrapassa pela direita Mesmo com os guarda olhando tem?
-Não senhor
(E o besta já vendo o que ele estava perdendo...)
- Eu quero ir pra lá
Então meu primo
Venda toda essa tranqueira
Aproveite e dê de brinde sua mulher e a geladeira
Pois lá num tem serventia
Tudo é feito na hora
Não se guarda pra outro dia
E a comida é de primeira
Já as mulheres tem um sabor diferente
Tomam sol todos os dias
São coradas que nem jambo
São belas por natureza
E fervem mais que café quente
E vou dizer mais uma coisa
Isso muito me convém
Eu não troco essa Amazônia
Por sudeste de ninguém
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quinta-feira, 5 de março de 2009
A crise segundo Einstein
"Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar "superado".
Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que as soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la"
(Albert Einstein)
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segunda-feira, 2 de março de 2009
De volta...
Depois de umas merecidas férias... estou de volta!!!!
Morreeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeendo de saudaaaaaaaaaaaaaaaaaaaadess!!!
Bjs enormesssssss
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Kelly
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